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terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Estocolmo - Suécia

Estocolmo é a capital e a maior cidade da Suécia, em 2010 residiam na área metropolitana de Estocolmo cerca de 22% da população Suéca. A moeda utilizada na Suécia é o SEK (Swedish Krona ou Coroa Suéca), sendo 1 SEK equivalente a R$ 0,25 ou  € 0,11. Para facilitar quando estiver em Estocolmo basta dividir o preço dos produtos por 8,62 e você terá o valor aproximado em Euros

Fundada por volta de 1250, possivelmente já em 1187, Estocolmo, tem sido um dos centros de cultura, mídia, política e economia da Suécia. Sua localização estratégica sobre 14 ilhas no centro-sul da costa leste da Suécia, tem sido historicamente importante. Estocolmo é a sede do governo nacional sueco, o Riksdag (parlamento), e a residência oficial do monarca sueco, bem como o primeiro-ministro.

Um fato curioso, o qual acredito ser desconhecido de muitos, a atual Rainha da Suécia é filha de uma Brasileira. Rainha Silvia nasceu em Heidelberg, Alemanha, em 23 de Dezembro de 1943, filha de Walther Sommerlath e Alice Soares de Toledo, residiu no Brasil entre 1947 e 1957 quando retornou para a Alemanha.

Após esta breve introdução sobre Estocolmo vamos a viagem. Fui de Berlin para Estocolmo, aterrisando no Aeroporto Skavsta, para chegar ao centro tem ônibus que sai em frente ao Aeroporto para a Estação Central, o ticket com retorno, custa cerca de €30,00 e o trajeto tem duração de uma hora e quinze minutos.

















Chegando ao centro fui direto ao hostel (Best Hostel City), em seguida comecei a caminhada pela cidade em direção a Gamla Stan (Cidade Velha).






















Essa parte da cidade remonta ao século XIII, consiste de pequenas ruas e possui uma forte influência da arquitetura do Norte da Alemanha.





Dentre os pontos turísticos na Gamla Stan estão:

- Igreja de Riddarholmen; é a igreja de sepultamento dos monarcas suecos. A congregação foi dissolvida em 1807 e hoje a igreja é usada apenas para o enterros e fins comemorativos. É um dos edifícios mais antigos de Estocolmo, partes dela datam do século XIII.




- Royal Palace; residência oficial do Rei da Suécia contendo os escritórios do monarca e os escritórios da Corte Real da Suécia. O palácio tem 1430 quartos e é um dos maiores palácios reais do mundo ainda em uso para sua finalidade original. O palácio pode ser visitado internamente, o valor da entrada é de aproximadamente €17,00 normal e €8,00 para estudante, com direito a visitar os Apartamentos Reais, o Tesouro e Kronor Museu, o ticket tem validade para dois dias.

















- Riksdag building; Prédio do Parlamento Suéco, construído entre 1897 e 1905.



Uma das atrações que estava em minha lista era o Skansen Museum Skansen, primeiro museu ao ar livre e jardim zoológico na Suécia, está localizado na ilha Djurgården. Foi fundadao em 1891 por Artur Hazelius para mostrar o modo de vida nas diferentes partes da Suécia antes da era industrial. O valor da entrada custa em torno de €8,00.



































O passeio neste museu faz com que você volte no tempo e sinta a realidade do período, algumas atrações estão fechadas durante o inverno como a fabrica de móveis, de cristais e a padaria. Para ter mais informações sobre o museu acesse http://www.skansen.se/en

Durante a visita você tem acesso as casas, igrejas, escolas, e dentro de cada local tem pessoas explicando como era a vida antes da era industrial, como demonstra a foto abaixo de uma escola, onde o professor morava na escola. Como visitei o museu no começo de Janeiro, as casas ainda tinham decorações de natal.




































Outro museu famoso é o Vasa Museum, no qual você irá conhecer o navio Vasa, construído entre 1626 e 1627. O navio possui 61 metros de comprimento e 11,7 metros de largura, com capacidade para 145 tripulantes e 300 soldados.


















O fator trágico é que o navio afundou em sua viagem inaugural em 10 de agosto de 1628, navegando cerca de 1300 metros, 30 tripulantes, dos 150 a bordo, morreram no naufrágio. Em 1956 foi decidido fazer o resgate do navio. Os trabalhos começaram em 1957, o navio estava a 32 metros de profundidade, afundado na lama e barro, decidiu-se construir seis túneis sob o casco. O peso do Vasa foi estimado em 700 toneladas, incluindo o seu lastro de barro, pedra e lama. No verão de 1959, os túneis tinham sido concluídos e dois cabos de aço de seis polegadas foram passados através de cada túnel.



Em 20 de agosto a empresa de salvamento Neptun levantou o navio. Alternadamente por encher e esvaziar os pontões de água o navio foi lentamente retirado do barro. Em 16 etapas ele foi transferido para águas rasas, até ele estar a uma profundidade de 15 metros.





























Em 1961 com macacos hidráulicos o navio foi lentamente levantado e em 24 de abril o Vasa chegou a superfície. Em 04 de maio de 1961 o navio foi arrastado para a doca seca, à tona depois de 333 anos.


Apenas sete meses após o resgate, o Estaleiro Wasa foi aberto como um museu provisório. O navio e todos os achados menores foram conservados, em parte como um grande experimento. Nada semelhante havia sido tentado antes. Durante 17 anos, Vasa foi pulverizado com polietileno glicol, um composto químico que substitui a água em madeira encharcada para evitar o encolhimento e as rachaduras. O atual Museu Vasa foi inaugurado em 1990. Muito mais da história do navio é demonstrada do museu, desde a sua construção até os trabalhos atuais com a conservação do mesmo.

E assim termino mais uma de minhas viagens.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Berlim - Alemanha

Depois de passar a virada de ano em Londres, no dia três segui viagem para Berlim, foi minha primeira visita a Alemanha.

Com uma população de 3.49 milhões de habitantes, Berlim é a maior cidade da Alemanha e a sétima mais populosa área urbana da União Européia. Após a Segunda Guerra Mundial (1961 a 1989) a mesma foi dividida em Alemanha Oriental e Ocidental cercada pelo Muro de Berlin.

Voei de Ryanair do Aeroporto Londres Stansted para o Aeroporto Schönefeld em Berlin, do Aeroporto para o Centro da cidade fui de trem, o ticket para o dia todo incluindo todos os transportes públicos e abrangendo toda as áreas custa €6,30.



O fator interessante é que você tem que validar seu ticket antes de entrar no trem, as máquinas para validar estão nas plataformas, quando você usa o ticket para o dia todo, basta validar uma vez. Não existe catracas  ou algo do gênero, durante o trajeto você poderá ser abordado por um fiscal conferindo o ticket, tudo é questão de confiança e educação.

Essas são as máquinas para validar:




















Depois de deixar a mochila no Hotel comecei minha caminhada pelo Tiergarten, o mais antigo parque público em Berlim, com 2,5 km quadrados é o maior parque da cidade, contendo mais de 23km de vias para caminhada, é popular entre aqueles que estão procurando um lugar agradável para passear.

Dentro do Tiergarten existe vários monumentos e prédios de suma importância entre eles:

Siegessäule - Coluna da Vitória

Coluna de granito vermelho que tem em seu topo a estátua da Deusa Romana Vitória, monumento construído para comemorar a vitória da Prússia na Guerra Dinamarquês-Prussiana, no momento em que foi inaugurado em 02 de setembro de 1873, a Prússia também derrotou a Áustria na Guerra Austro-Prussiana (1866) e França na Guerra Franco-Prussiana (1870-1871), dando a estátua um novo propósito.


Haus der Kulturen o der Welt - Casa das Culturas do Mundo

Centro nacional da Alemanha para a arte não-europeia contemporânea. Apresenta exposições de arte, teatro e dança, concertos, filmes e conferências acadêmicas sobre arte visual e cultura. É uma das poucas instituições que, devido à sua posição nacional e internacional e da qualidade do seu trabalho, recebe financiamento do governo federal como os chamados "faróis da cultura."















Reichstag/Bundestag - Parlamento Alemão

Edifício histórico em Berlim, construído para abrigar o Reichstag, o parlamento do Império Alemão. Foi inaugurado em 1894 e abrigou o Reichstag até 1933, quando foi severamente danificado em um incêndio. Após a Segunda Guerra Mundial, o edifício caiu em desuso, pois o parlamento da República Democrática Alemã reuniu-se no Palácio da República, em Berlim Oriental e o parlamento da República Federal da Alemanha reuniram-se no Bundeshaus em Bonn. O edifício foi parcialmente renovado em 1960. Após a sua conclusão em 1999, tornou-se o ponto de encontro do moderno parlamento alemão, o Bundestag.

Infelizmente não consegui fazer a visitar interna ao prédio pois é necessário fazer a reserva com três dias de antecedência no site http://www.bundestag.de/htdocs_e/visits/index.jsp


Bismarck-Nationaldenkmal - Memorial Bismarck

Estátua memorial dedicado a proeminente Príncipe Otto von Bismarck, primeiro-ministro do Reino da Prússia e o primeiro chanceler do Império Alemão.

O memorial retrata Bismarck em seu traje cerimonial como chanceler situando-se acima das estátuas:

Atlas:  mostrando o status da Alemanha potência mundial no final do século 19;
Siegfried: forjando uma espada para mostrar forte poder industrial da Alemanha e militares;
Germania: simbolizando a supressão de discórdia e rebelião;
Sibila: reclinado ​​em uma esfinge e lendo o livro de história.



Seguindo a caminha fui até o Portão de Brandenburgo, é um ex-portão da cidade e um dos mais conhecidos marcos de Berlim e da Alemanha. O portão é a entrada monumental a Unter den Linden, a famosa avenida em Berlim. Após ter sofrido danos consideráveis ​​na Segunda Guerra Mundial, o Portão de Brandemburgo foi totalmente restaurado entre 2000-2002.




Próximo ao Portão de Brandemburgo esta localizado o Memorial aos Judeus Assassinados da Europa, também conhecido como o Memorial do Holocausto, ele abrange uma área de 19.000 metros quadrados coberta com 2.711 blocos de concreto dispostos em um padrão de grade em um campo inclinado. Os blocos tem 2,38m de comprimento, 0,95m de largura e variam em altura 0,2-4,8 m. De acordo com texto do projeto de Eisenman, os blocos são projetados para produzir uma atmosfera, inquieto confuso, e a escultura toda tem como objetivo representar um sistema supostamente ordenado que tem perdido o contato com a razão humana.



Continuando o passeio, caminhei até o CheckPoint Charlie, nome dado pelos aliados ocidentais para o mais conhecido ponto de passagem entre Berlim Oriental e Berlim Ocidental durante a Guerra Fria.
A União Soviética levou à construção do Muro de Berlim em 1961 para impedir a emigração de Leste para o Oeste através do sistema de fronteira soviética, impedindo a fuga através da fronteira do setor da cidade de Berlim Oriental para Berlim Ocidental. Checkpoint Charlie se tornou um símbolo da Guerra Fria, representando a separação entre oriente e ocidente. Tanques soviéticos e americanos se enfrentaram brevemente no local durante a Crise de Berlim de 1961. Após a dissolução do Bloco Oriental e da reunificação da Alemanha, o edifício no Checkpoint Charlie se tornou uma atração turística.
















Próximo ao Checkpoint Charlie fica localizado o museu com o mesmo nome, sendo um dos museus mais visitados em Berlim. O mesmo apresenta as muitas maneiras pelas quais as pessoas tentaram escapar da Alemanha Oriental e  pretende trazer esse período da história para a vida e garantir que não será esquecido. Confesso que as tentativas de fuga misturam criatividade com uma grande dose de loucura e coragem. Infelizmente não é permitido fotografar dentro do museu, mas recomendo a visita, o ticket custa €12,50 ou €9,50 para estudante.




Na manhã seguinte fui visitar o Campo de Concentração Sachsenhausen, o qual foi construído no verão de 1936 por prisioneiros do campo de concentração de Emsland. Como modelo para outros campos, e tendo em vista sua localização, fora da capital do Reich, Sachsenhausen adquiriu um papel especial no sistema de campos de concentração. Isto foi reforçado em 1938, quando o Gabinete de Inspecção dos Campos de Concentração, a sede administrativa para todos os campos de concentração dentro da esfera de influência alemã, foi transferida de Berlim para Oranienburg.

Mapa do Campo de Concetração, as partes em destaque são prédios remanascentes











































"O Trabalho Liberta"















Mais de 200.000 pessoas foram presas no campo de concentração Sachsenhausen entre 1936 e 1945. No início, os prisioneiros eram em sua maioria opositores políticos do regime nazista. No entanto, um número crescente de membros de grupos definidos pelos nacional-socialistas como racialmente ou biologicamente inferiores foram posteriormente incluídos. Em 1939 um grande número de cidadãos das regiões ocupadas na Europa chegaram. Dezenas de milhares de pessoas morreram de fome, doença, trabalho forçado e maus-tratos ou foram vítimas das operações de extermínio sistemático da SS. Milhares de outros prisioneiros morreram durante as marchas da morte após a evacuação do campo no final de abril de 1945. Aproximadamente 3.000 prisioneiros doentes, juntamente com os médicos e enfermeiros que tinham ficado no acampamento, foram libertados por Soldados Soviéticos e Poloneses.




Prisão dentro do Campo de Concentração

Os presos eram amarrados com as mãos para trás e pendurados pelas mãos e ali ficavam até os ombros serem deslocados

Forno onde os mortos eram cremados













































Local da primeira câmara de gás criada para os campos de concentração


A visita ao campo de concentração eu fiz com a Companhia Original Berlin Walks, eles tem ponto de encontro no lado Leste e Oeste de Berlin, o valor é €15,00 normal ou €12,00 para estudante. Eu recomendo a visita guiada pelo fato das explicações feitas durante o tour. Você pode fazer a visita por conta própria, basta pegar o trem RE 5 na Estação Berlin-Hauptbahnhof até a Estação de Oranienburg, duração da viagem é de aproximadamente 25 minutos, em frente a Estação de Oranienburg você pegará o onibus 804 ou 821 trajeto de 6 minutos, ou poderá ir caminhando seguindo as placas.

Confesso que não é a melhor sensação do mundo você visitar o local onde milhares de pessoas foram torturadas e mortas, mas é interessante para quem procura saber um pouco mais sobre o que aconteceu durante a Segunda Guerra Mundial. Parabenizo Berlin por não ter medo de mostrar sua história, mesmo que tenha essa grande mancha em seu passado, eles estão investindo na reconstrução do campo para mostrar com mais clareza tudo que la aconteceu e para que isso não se repita no futuro.

Retornando para Berlin fui até a Potsdamer Platz, local que antes da Segunda Guerra Mundial era cercado por Hotéis, Restaurantes e Lojas, considerada uma das mais movimentadas praças da Europa. Durante a Segunda Guerra grande parte dessa área foi reduzida a escombros devido aos ataques aéreos. Conforme demonstrado na foto, o Muro de Berlin dividia a praça em duas.





























Com a queda do muro, após 1990 esta área passou a chamar a atenção novamente, por significar uma ligação entre os lados que antes estavam separados pelo muro. Desta forma o Governo de Berlim criou uma competição para a reurbanização da Potsdamer Platz, o terreno foi dividido em quatro partes para serem vendidos a diferente investidores.

Um dos investidores foi a Sony, sendo o complexo que mais chama a atenção na atual Potsdamer Platz:


















No último dia em Berlim havia mais lugares a visitar, comecei pelo Olympia Stadion, local das Olímpiadas de Verão de 1936, sendo hoje a casa do Hertha Berlin. Durante a Segunda Guerra Mundial o Estádio sofreu pequenos danos. Em 2006 o mesmo passou por algumas reformas devido a Copa do Mundo e foi palco da final entre França e Itália. A entrada para visitar o complexo custa €7,00.






















Retornando ao centro de Berlin fui a Alexanderplatz, uma grande praça pública que tem ao seu redor alguns pontos turísticos, como:

- Fernsehturm, torre de TV, construída entre 1965 e 1969 com 368 metros de altura. Você pode fazer a visita ao topo da torre, o ticket custa €11,00.



- Rotes Rathaus, prefeitura de Berlin construído entre 1861 e 1869:



- Berliner Dom, Catedral Evangélica de Berlin:
















- Marx Engels Forum, consiste em um parque criado em 1986, com a escultura em bronze de Marx e Engels fundadores do movimento comunista:


- Altes Museum, construído entre 1823 e 1830, para abrigar todas as coleções da cidade de belas artes. No entanto, desde 1904, o museu passou a abrigar o Antikensammlung (Coleção de Antiguidades Clássicas)


Minha última visita foi a East Side Gallery, a qual consiste em 105 pinturas de artistas de todo o mundo, pintado em 1990, no lado leste do muro de Berlim, sendo possivelmente a maior galeria a céu aberto do mundo:


















Por último deixei para comentar uma situação que aconteceu na chegada a Berlin. Do aeroporto para o centro da cidade fui de trem, em seguida peguei o metro para ir até o hotel, quando sai do metro percebi que havia esquecido minha câmera fotográfica dentro do trem. Retornei a estação e fui ao setor de "achados e perdidos", fui informado que teira que preencher um formulário informando quando, onde, o que eu havia perdido e meus dados pessoais. Eu teria que retornar na estação em três dias para ver se eles haviam encontrado. Como estava apreensivo por ter todas as fotos do Ano Novo na câmera, retornei do segundo dia, e eis que lá estava minha câmera e junto um formulário com os dados de quem a encontrou.

São por atitudes como estas que eu procuro fazer o mesmo quando encontro algo. É simples, basta você colocar-se na posição da outra pessoa, você não ficaria feliz em achar o que perdeu??? Educação e Respeito não fazem mal a ninguém e não possui contraindicação.

E a vida segue.....